Compositor: Não Disponível
Quero voltar àquele tempo como quem olha para dentro
Aquele tempo da minha infância, de sóis e de lembranças
Achalay, que vida linda, voltar a andar as distâncias
Caminhar pelas ruas antigas, sentir seus novos aromas
O velho trem da minha cidade é a esperança que caminhava
Eu era fumaça do meu povo, fumaça que se queimava
Como brasa no fogo, como cigarro na conversa
E de sóis e de luas, sozinho fui me criando
No meio dos cantores, florescia dentro da alma
Primaveras que chegavam em brotos e flores brancas
Sou o fruto da vida de dois galhos que se uniram
De dois galhos que deram à terra seus frutos novos
E no beijo da minha mãe subi para cavalgar meu sonho
Em um mundo de ilusões, cheio de música e canto
Quis virar na noite, sou tucu tucu e cigarra
Um coração de vidala, quis ser toque da caixa
Para alegrar minhas dores em dias ou longas noites
E de sóis e de luas, sozinho fui me criando
Santiago, volto ao seu lado, quero secar hoje meu pranto
Me dê a magia e a sorte, quero ser menino de novo